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[Detector de materiais sendo utilizado – Imagem: Arquivo Pessoal] |
As patologias de construção são como “doenças” que atingem os imóveis. Em alguns casos, apresentam “sintomas”, que são as manifestações patológicas, como mofo, eflorescências, fissuras ou manchas de corrosão. Apesar de existirem esses sinais visuais, nem tudo é visível a olho nu. Em alguns casos, a correção de patologias exige técnicas auxiliares, além de uma vistoria no local da construção.
Anamnese e análise documental
Edificações possuem uma história, e isso se reflete em seu estado de conservação. Em trabalhos de Engenharia visando manutenção e reforma, o profissional precisa conhecer tanto os projetos (arquitetura, instalações, estrutura, etc.) quanto o histórico de manutenções e reparos do imóvel. É um subsídio que ajuda a entender características vistas, sanar dúvidas e propor medidas mais adequadas.
Por outro lado, nem sempre existem dados disponíveis. Há edificações mais antigas com projetos extraviados, ou que os antigos gestores estão inacessíveis, seja por morarem em outro local, não atenderem ligações telefônicas ou mesmo terem falecido. Desse modo, alguns elementos “ocultos” dentro da parede podem esconder elementos estruturais, ou instalações. Como saber se isso está acontecendo?
Ensaios destrutivos e não destrutivos
Assim como um médico pede exames para ter certeza sobre alguns aspectos, podem ser feitos ensaios na construção, ou usados equipamentos, a fim de obter informações complementares. Eles podem ser destrutivos (quando você precisa retirar “um pedaço” do prédio) ou não destrutivos, quando o edifício fica intacto depois do ensaio.
Os ensaios não destrutivos permitem verificar aspectos da construção sem a necessidade de quebra-quebra. Também existem equipamentos que ajudam a descobrir o que existe dentro de uma parede.
Um exemplo é o detector de materiais, como da foto do começo do texto. Ele permite descobrir a posição de vergalhões de aço, instalações e elementos em paredes de drywall. Outros exemplos são o uso de câmeras termográficas, que destacam elementos nem sempre visíveis, fontes de calor e umidade, ou os termômetros que geram alertas do ponto de condensação do local e a possibilidade de formação de mofo.
Evitar o quebra-quebra é importante porque ele gera custos para ser feito e depois para ser recuperado. Existem ensaios, porém, que são destrutivos. Nem sempre é possível descobrir detalhes de uma construção sem extrair partes de revestimentos (argamassa, cerâmicas, etc.) ou mesmo da estrutura. Alguns exemplos: testes de arrancamento, extração de testemunhos de estruturas (uma espécie de cilindro com concreto). Nesses casos, o proprietário da edificação precisa estar ciente do custo do ensaio e do reparo posterior.
O Engenheiro Diagnóstico irá conduzir os ensaios ou subcontratá-los conforme a necessidade do cliente, orçamento e outros aspectos relevantes. Essa necessidade será ponderada pelo profissional, considerando todos os subsídios que permitam garantir respostas confiáveis, sem indicar testes que não tragam respostas adequadas e apenas acresçam em custos. Também vai apontar situações onde os ensaios são exigidos por Lei, visando maior segurança.
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